Visão Geral sobre como Viver com TDAH

Até 2018 se considerava que o TDAH (transtorno do déficit de atenção e  hiperatividade) era uma condição momentânea onde as crianças a apresentavam durante o processo de crescimento antes de atingirem a idade adulta. No entanto, mas atualmente sabemos que o TDAH é uma condição neurológica e que se estende por toda a vida.

 

Imagem de ken19991210 por Pixabay

 

Um dos sintomas como a hiperatividade infantil, por exemplo, pode diminuir à medida que um adulto encontra maneiras saudáveis ​​de canalizar sua energia. Ou seja, os sintomas mudam com o tempo.

Mesmo com essas mudanças nos sintomas, o TDAH interfere no funcionamento da vida de um adulto. Principalmente quando pensamos nos relacionamentos, saúde, trabalho e finanças são apenas algumas áreas da vida de uma pessoa que podem ser impactadas.

Mesmo no século XXI sabemos que os diagnósticos ainda são tardios. E que o TDAH geralmente não é diagnosticado precocemente por profissionais capacitados.

Sabemos que muitos adultos se surpreendem ao saber que têm TDAH por terem chegado a fase adulta sendo “taxados” de adultos que apenas se sentiam “preguiçosos” ou “cérebros dispersos”.

Então, fique atento se você é um pai ou mãe que suspeita que seu filho tem TDAH ou você acabou de ser diagnosticado com TDAH quando adulto, é importante entender seus sintomas, opções de tratamento e as melhores estratégias para viver bem com TDAH .

 

Sintomas

Quando falamos em sintomas precisamos ficar atentos aos sinais de TDAH já nas crianças. Eles podem estar relacionados a problemas acadêmicos, sociais e comportamentais.

Alguns exemplos:

Tarefas 

Escolares: Dificuldade em permanecer na tarefa, levar muito tempo para concluir ou ter dificuldade em se manter parado são alguns sintomas comuns que as crianças exibem.

Profissionais: os adultos também ficam entediados com facilidade e a consequência é que levam mais tempo para concluir tarefas relacionadas podem parecer ter problemas para ouvir durante as conversas. 1 1

Mesmo indivíduos que já foram diagnosticados com TDAH tendem, muitas vezes, a lutarem para reconhecer comportamentos e problemas decorrentes do TDAH. 

Chegam a pensar que se distrair ou se comportar impulsivamente é apenas parte daquilo que são, e não um sintoma de sua condição.

Ainda acontecem, muitas vezes, julgamentos morais sobre os comportamentos que resultam do TDAH. Veja isso no exemplo: não poder ficar parado em uma reunião pode ser chamado de “desrespeitoso”. Vemos que uma pessoa que comete o que parece ser um erro descuidado na escola ainda pode ser rotulada como “desmotivada”.

Adultos e crianças com TDAH podem se acreditar ou se chamar de preguiçosos e estúpidos quando não são. Aceite que compreender as sutilezas do seu tipo de TDAH te ajuda a se separar desses comentários negativos e da  vergonha  e culpa que os acompanham.

Isso te libera para encontrar uma solução proativa.

 

Causas e fatores de risco

Pesquisadores estimam a porcentagem da contribuição genética para TDAH em mais de 70%. Mesmo existindo um forte componente genético para o TDAH, não é há garantias que o TDAH seja passado para a próxima geração

Outros fatores de risco ambiental podem desempenhar um papel signitivo. A exposição a certas toxinas, como o chumbo, ou a algumas doenças específicas como meningite, por exemplo, também pode aumentar as chances de um indivíduo desenvolver TDAH

Até a má nutrição ou o uso de substâncias durante a gravidez também tem grande influência em uma criança que desenvolve TDAH

Diagnóstico

No passado, os termos DDA e TDAH eram usados. Mas, DDA não é mais um diagnóstico oficial.

Atualmente, existem três apresentações do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Esses são:

  • Apresentação predominantemente desatenta
  • Apresentação predominantemente hiperativa-impulsiva
  • Apresentação combinada

Essas diferentes formas de TDAH costumam ser chamadas de subtipos de TDAH. Então, quando a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) foi publicada em 2013, o termo “subtipo” foi alterado para “apresentação”. 

Por exemplo, uma pessoa pode ser diagnosticada com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, apresentação combinada.

Embora o termo oficial agora seja apresentado, muitas pessoas ainda usam os termos “subtipos” e “tipos”.

Não é tão simples ser diagnosticado com TDAH. Não é como fazer um exame de sangue ou preencher um questionário on-line.

É necessária uma avaliação detalhada. Isso é feito por um profissional de saúde que usa o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) – o guia oficial de diagnóstico usado nos Estados Unidos – para determinar se você atende aos critérios.

O teste é feito usando questionários, escalas de classificação, exames intelectuais e entrevistas, e medindo a atenção e a distração sustentadas. 

Os sintomas do TDAH podem parecer semelhantes a outras condições, como depressão, transtorno bipolar, dificuldades de aprendizagem e problemas de sono.

Concluímos então, que é fundamental  compreender nesse processo de avaliação:

  • Se você tem TDAH
  • Se tem uma condição diferente
  •  Se tem TDAH com uma condição coexistente, como ansiedade.

Fonte: https://www.verywellmind.com/

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